De todas as possibilidades de comunicação entre seres humanos a pele está entre as mais importantes formas. Somados aos gestos, as palavras e ao cheiro, é com a pele que ocorre a maior interação existente entre dois seres.
Nenhum ser humano vive sem contato sobre a pele.
Crianças que não são tocadas nos primeiros instantes da vida, não sobrevivem. Adultos que não são tocados ou que tem dificuldades com o toque no próprio corpo encontram limitações na saúde, no sexo e na vida em vários âmbitos.
Seres humanos tocam-se desde os primeiros instantes em que vêm ao mundo. Pouco importa se os toques entram pelo sexo, por uma massagem, por uma brincadeira de estimular a pele, ou alguma outra forma. O importante é tocar e ser tocado. Referindo-se ao sexo na idade adulta, é pela pele a entrada de inúmeros estímulos.
Entre relações de casal, o toque muitas vezes é esquecido. Casais costumam ir para o ato sexual, com as mãos direcionadas aos órgãos genitais, parecendo que somente estes locais são passíveis de prazer, quando toda pele pode ser estimulada durante todos os momentos na intimidade.
Fato é, que toques saudáveis no corpo liberam cargas de inúmeros hormônios essenciais a saúde física e emocional. É pela pele que em algumas partes do corpo liberamos ferormônios, partículas químicas responsáveis por boa parte da excitação sexual que alcançamos e que podemos percebê-los por nosso nariz e nossa boca.
Em nenhum outro ato entre adultos, a pele é tão completamente envolvida como na relação sexual.
Sendo nosso maior órgão, é a pele também o espelho de nossas paixões e emoções. Não podemos somente considerar o sexo como um alívio às nossas tensões, é preciso entendê-lo como um ato envolvente de saúde e comunicação entre dois seres.
Texto de Marlon Mattedi:

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